2000
Psicologia · Universidade de São Paulo
Minha formação de base em Psicologia foi feita na USP, onde também participei de pesquisa sobre desenvolvimento humano no CINDEDI.
Sobre Adriano
Sou Adriano Gosuen, psicólogo clínico e supervisor. Minha trajetória profissional não aconteceu apenas dentro do consultório: passou por educação pública, direitos humanos, pesquisa, docência e trabalho em diferentes países. Tudo isso voltou, de algum modo, para a maneira como penso a clínica.
Uma trajetória de trabalho
Consultório, supervisão, ensino, pesquisa e projetos sociais não ficaram em compartimentos separados. Uma experiência foi modificando a forma de enxergar as outras.
Formei-me em Psicologia pela USP em 2000. Com o tempo, a clínica se tornou o eixo principal da minha vida profissional, acompanhando adultos em momentos muito diferentes: crises, mudanças, relações difíceis, perdas, decisões, recomeços e períodos em que alguma coisa simplesmente já não funciona como antes.
Mas meu percurso profissional também passou pela educação pública, pelo Ministério Público, por projetos ligados aos direitos da infância, por pesquisa, produção de textos, formação de professores e trabalho internacional. Essas experiências me ensinaram algo que permanece muito presente na clínica: uma pessoa nunca chega sozinha. Ela chega com relações, instituições, histórias, condições concretas e lugares aos quais pertence — ou dos quais se sente distante.
Hoje, a prática clínica convive de maneira próxima com a supervisão e a docência. Acompanhar o trabalho de outros psicólogos e ensinar me obriga a explicitar raciocínios, rever certezas e continuar estudando. Isso retorna ao consultório.
Formação
2000
Minha formação de base em Psicologia foi feita na USP, onde também participei de pesquisa sobre desenvolvimento humano no CINDEDI.
2009
Especialização internacional em Saúde Mental e Direitos Humanos, realizada em Pune, em programa da Organização Mundial da Saúde em parceria com a Indian Law Society.
2018
Pesquisa sobre a representação do tráfico de pessoas na imprensa brasileira, aprofundando uma linha de interesse que cruza Psicologia, linguagem, direitos e contexto social.
Hoje
Minha formação clínica recente inclui Terapia Dialética Comportamental (DBT), Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) e mediação de conflitos. Atualmente, sigo em formação acadêmica como doutorando pela Universidad de Buenos Aires.
O que foi ampliando meu olhar
Entre lugares
Parte da minha formação e do meu trabalho aconteceu fora do Brasil. Estudei inglês no Canadá, fiz formação em saúde mental e direitos humanos na Índia, fui professor de português nos Estados Unidos e trabalhei em Dakar, no Senegal, acompanhando iniciativas de defesa do direito à educação em países africanos de língua portuguesa.
Hoje, meu doutorado me mantém ligado à Argentina, na Universidad de Buenos Aires. Essas experiências não me fazem presumir que conheço a experiência de quem vive fora. Mas me deram contato direto com língua, deslocamento, adaptação, distância, pertencimento e com a sensação de construir uma vida entre referências diferentes.
Conhecer a página para brasileiros no exterior →Também importa quem está do outro lado
Também sou um homem gay. Digo isso de forma simples porque, para algumas pessoas, saber algo sobre quem está do outro lado importa.
Minha experiência pessoal pode facilitar algumas conversas, mas não me autoriza a presumir que conheço a experiência de outra pessoa. Idade, gênero, raça, classe, família, religião, lugar onde se vive, relações e tantas outras dimensões fazem com que histórias aparentemente próximas possam ser muito diferentes.
Na clínica, proximidade é útil quando aumenta a possibilidade de escuta — não quando vira uma explicação pronta.
Conhecer a página para pessoas LGBTQIA+ →Como penso a clínica
Eu não começo uma psicoterapia escolhendo uma técnica. Começo tentando entender o que está acontecendo, em que contexto, o que tem se repetido, o que a pessoa vem tentando fazer para lidar com isso e que consequências essas tentativas têm produzido.
Isso envolve pensamentos e emoções, mas também relações, ambiente, hábitos, história de aprendizagem, perdas, expectativas, condições concretas de vida e aquilo que importa para a pessoa.
Ao longo do processo, conceitos e procedimentos podem ser úteis. O critério, porém, continua sendo clínico: isso ajuda esta pessoa, nesta história, neste momento?
Entender como funciona a psicoterapia →Para além do consultório
Para psicólogos
Supervisão, formação e ensino voltados ao desenvolvimento do raciocínio clínico e ao ofício de ser terapeuta.
Conhecer o Ofício Clínico ↗Projeto de cuidado
Informação e cuidado para pessoas que enfrentam problemas relacionados às apostas e para seus familiares.
Conhecer o projeto ↗Psicoterapia
Você não precisa chegar com tudo organizado para explicar. A primeira sessão também serve para conhecer meu jeito de trabalhar e avaliar, dos dois lados, se faz sentido seguirmos juntos.
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