Sobre Adriano

A clínica é hoje o centro de uma trajetória profissional de mais de 25 anos.

Sou Adriano Gosuen, psicólogo clínico e supervisor. Minha trajetória profissional não aconteceu apenas dentro do consultório: passou por educação pública, direitos humanos, pesquisa, docência e trabalho em diferentes países. Tudo isso voltou, de algum modo, para a maneira como penso a clínica.

Psicólogo pela Universidade de São Paulo (USP) · Mestre em Psicologia pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) · Doutorando pela Universidad de Buenos Aires (UBA) · CRP 04/52568

Adriano Gosuen, psicólogo clínico e supervisor
25+ anos de trajetória profissional
USP Psicologia · 2000
UFU Mestrado em Psicologia · 2018
UBA doutorado em curso

A clínica foi ficando maior do que o consultório.

Formei-me em Psicologia pela USP em 2000. Com o tempo, a clínica se tornou o eixo principal da minha vida profissional, acompanhando adultos em momentos muito diferentes: crises, mudanças, relações difíceis, perdas, decisões, recomeços e períodos em que alguma coisa simplesmente já não funciona como antes.

Mas meu percurso profissional também passou pela educação pública, pelo Ministério Público, por projetos ligados aos direitos da infância, por pesquisa, produção de textos, formação de professores e trabalho internacional. Essas experiências me ensinaram algo que permanece muito presente na clínica: uma pessoa nunca chega sozinha. Ela chega com relações, instituições, histórias, condições concretas e lugares aos quais pertence — ou dos quais se sente distante.

Hoje, a prática clínica convive de maneira próxima com a supervisão e a docência. Acompanhar o trabalho de outros psicólogos e ensinar me obriga a explicitar raciocínios, rever certezas e continuar estudando. Isso retorna ao consultório.

Formação

Estudar, para mim, é ampliar as perguntas que consigo fazer diante de uma história.

2000

Psicologia · Universidade de São Paulo

Minha formação de base em Psicologia foi feita na USP, onde também participei de pesquisa sobre desenvolvimento humano no CINDEDI.

2009

Saúde Mental e Direitos Humanos · Índia

Especialização internacional em Saúde Mental e Direitos Humanos, realizada em Pune, em programa da Organização Mundial da Saúde em parceria com a Indian Law Society.

2018

Mestrado em Psicologia · UFU

Pesquisa sobre a representação do tráfico de pessoas na imprensa brasileira, aprofundando uma linha de interesse que cruza Psicologia, linguagem, direitos e contexto social.

Hoje

Formação clínica contínua e doutorado · UBA

Minha formação clínica recente inclui Terapia Dialética Comportamental (DBT), Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) e mediação de conflitos. Atualmente, sigo em formação acadêmica como doutorando pela Universidad de Buenos Aires.

O que foi ampliando meu olhar

A vida clínica também é atravessada por educação, direitos, linguagem e instituições.

01

Educação e políticas públicas

Trabalhei em projetos de educação pública, formação de professores e participação social e, por vários anos, como assistente técnico de Promotoria na área de educação e direitos da infância e juventude no Ministério Público de São Paulo.

02

Pesquisa, escrita e ensino

Minha trajetória inclui pesquisa em desenvolvimento humano, produção de textos, docência e formação. Gosto do trabalho de transformar questões complexas em linguagem que permita pensar — algo que também atravessa a supervisão clínica.

03

Direitos humanos e diversidade

Também atuei voluntariamente no Ambulatório de Transexualidade do Hospital de Clínicas da UFU e coordenei grupo de homens em trabalho de enfrentamento à violência doméstica. Essas experiências reforçaram uma clínica atenta à dignidade, ao contexto e à não patologização da diferença.

Entre lugares

Mudar de país também muda a maneira de olhar para pertencimento.

Parte da minha formação e do meu trabalho aconteceu fora do Brasil. Estudei inglês no Canadá, fiz formação em saúde mental e direitos humanos na Índia, fui professor de português nos Estados Unidos e trabalhei em Dakar, no Senegal, acompanhando iniciativas de defesa do direito à educação em países africanos de língua portuguesa.

Hoje, meu doutorado me mantém ligado à Argentina, na Universidad de Buenos Aires. Essas experiências não me fazem presumir que conheço a experiência de quem vive fora. Mas me deram contato direto com língua, deslocamento, adaptação, distância, pertencimento e com a sensação de construir uma vida entre referências diferentes.

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Também importa quem está do outro lado

Experiência compartilhada pode aproximar. Nunca substitui conhecer a sua história.

Também sou um homem gay. Digo isso de forma simples porque, para algumas pessoas, saber algo sobre quem está do outro lado importa.

Minha experiência pessoal pode facilitar algumas conversas, mas não me autoriza a presumir que conheço a experiência de outra pessoa. Idade, gênero, raça, classe, família, religião, lugar onde se vive, relações e tantas outras dimensões fazem com que histórias aparentemente próximas possam ser muito diferentes.

Na clínica, proximidade é útil quando aumenta a possibilidade de escuta — não quando vira uma explicação pronta.

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Como penso a clínica

Uma boa técnica não dispensa uma boa pergunta.

Eu não começo uma psicoterapia escolhendo uma técnica. Começo tentando entender o que está acontecendo, em que contexto, o que tem se repetido, o que a pessoa vem tentando fazer para lidar com isso e que consequências essas tentativas têm produzido.

Isso envolve pensamentos e emoções, mas também relações, ambiente, hábitos, história de aprendizagem, perdas, expectativas, condições concretas de vida e aquilo que importa para a pessoa.

Ao longo do processo, conceitos e procedimentos podem ser úteis. O critério, porém, continua sendo clínico: isso ajuda esta pessoa, nesta história, neste momento?

Entender como funciona a psicoterapia

Para além do consultório

Outros trabalhos que também fazem parte desta trajetória.

Psicoterapia

Se fizer sentido, podemos começar por uma conversa.

Você não precisa chegar com tudo organizado para explicar. A primeira sessão também serve para conhecer meu jeito de trabalhar e avaliar, dos dois lados, se faz sentido seguirmos juntos.

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